Arquivo mensal: fevereiro 2013

Ator portador de síndrome de down faz campanha para que seu ator favorito venha para o Brasil

Ariel, um rapaz portador de síndrome de Down sempre foi apaixonado por cinema. Seu sonho era se tornar ator para que pudesse contracenar com seu ator favorito – Sean Penn.

Neste ano, no dia 1º de março, será a estréia do filme “Colegas”, no qual Ariel será o protagonista.

O vídeo que se segue mostra é uma campanha em que Ariel e outros artistas brasileiros convidam o astro para assistir a estréia aqui no Brasil.

No site abaixo você pode encontrar a sinopse e outros detalhes do filme:

http://www.adorocinema.com/filmes/filme-209826/ 

Dia Internacional de Combate ao Câncer Infantil

 

Hoje é o Dia Internacional de Combate ao Câncer Infantil.

Dia internacional de combate cancer infantil3

 

A data foi criada para chamar atenção para a importância de prevenção da doença.

Se diagnosticada no inicio, a doença tem grandes chances de cura.

O dia Nacional de combate ao câncer infantil é comemorado no dia 23 de novembro.

 Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantil - 23 de Novembro

Diferença entre Terapia Ocupacional e Fisioterapia

É muito comum confundirmos ou ouvirmos falar da confusão entre Terapia Ocupacional e outras profissões, especialmente com a Fisioterapia e a Psicologia. Nesse post irei abordar um pouco sobre a diferença entre a T.O. e a Fisio.

Tanto a Terapia Ocupacional quanto a Fisioterapia são áreas da saúde, de formação de nível superior.  Possuem em comum alguns conselhos que regulamentam e orientam a atuação dos profissionais, como o CREFITO (Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional) e o COFFITO (Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional). Uma pessoa pode se tratar com um fisio ou um T.O. para tratar o mesmo problema ou problemas distintos. Essas profissões cuidam da saúde de formas diferentes e complementares. Ambas podem ser encontradas nos serviços do SUS.

A T.O. trabalha especialmente com atividades do cotidiano e produtivas (como escovar os dentes, vestir-se, relacionar-se com outros, trabalhar, dirigir e etc), visando possibilitar autonomia e melhor qualidade de vida. Ela compreende o ser humano de forma ampla e integral. Interessa-se pelo seu desenvolvimento motor, psicológico, cognitivo, sensorial, afetivo, individual e social – o que inclui seus sentimentos, desejos, decisões, habilidades, autocuidado, dentre outros. Preocupa-se ainda com a adaptação do sujeito para o local/contexto no qual ele está inserido e vice-versa. O terapeuta ocupacional é o profissional que analisa e planeja as atividades mais apropriadas para o paciente, respeitando sua situação clinica, seus papeis ocupacionais, faixa etária e formação pessoal, familiar e social.

A Fisioterapia trabalha com recursos físicos, especialmente com aqueles relacionados às alterações no movimento e suas consequências. Objetiva o melhor funcionamento do corpo, o que pode envolver tarefas simples ou complexas (como a respiração ou a locomoção, por exemplo). Trabalha com a prevenção e com tratamentos de saúde e utiliza principalmente conhecimentos de ordem biomecânica e cinética.

Segundo o site do CREFITO-2, o COFFITO define a Terapia ocupacional como uma área do conhecimento voltada aos estudos, à prevenção e ao tratamento de indivíduos portadores de alterações cognitivas, afetivas, perceptivas e psico-motoras, decorrentes ou não de distúrbios genéticos, traumáticos e/ou de doenças adquiridas, por meio da sistematização e utilização da atividade humana como base de desenvolvimento de projetos terapêuticos específicos. (…) A partir desta avaliação, traça o projeto terapêutico indicado; que deverá, resolutivamente, favorecer o desenvolvimento e/ou aprimoramento das capacidades psico-ocupacionais remanescentes e a melhoria do estado psicológico, social, laborativo e de lazer..” (http://www.crefito2.gov.br/terapia-ocupacional/definicao/–43.html),

E define a Fisioterapia como uma ciência da Saúde que estuda, previne e trata os distúrbios cinéticos funcionais intercorrentes em órgãos e sistemas do corpo humano, gerados por alterações genéticas, por traumas e por doenças adquiridas. Fundamenta suas ações em mecanismos terapêuticos próprios, sistematizados pelos estudos da Biologia, das ciências morfológicas, das ciências fisiológicas, das patologias, da bioquímica, da biofísica, da biomecânica, da cinesia, da sinergia funcional, e da cinesia patologia de órgãos e sistemas do corpo humano e as disciplinas comportamentais e sociais.” (http://www.crefito2.gov.br/fisioterapia/definicao/–32.html).

O seguinte vídeo mostra um fisioterapeuta falando da diferença entre essas duas maravilhosas profissões.

(Áquila Oliveira – estudante de T.O.)

Curso “As potencialidades do Brincar para a Psicoterapia”

Para mais informações acesse: www.laboratoriogestaltico.uerj.br

Museu de Imagens do Inconsciente

O Museu de Imagens do Inconsciente, popularmente conhecido como Museu da Nise da Silveira, fica localizado no bairro de Engenho de Dentro – RJ e tem como referência a médica psiquiatra Nise da Silveira (1905 – 1999), que ao se recusar aceitar o modo violento como os doentes eram tratados, procurou por alternativas e criou a Seção de Terapêutica Ocupacional. Estudou os movimentos relacionados à Terapia Ocupacional (cursos universitários em TO ainda não existiam naquela época), aliando-os aos tratados da psiquiatria clássica. Mas foi com a Psicologia Analítica, desenvolvida por C. G. Jung, que Nise da Silveira identificou os fundamentos teóricos que a ajudariam a compor seu trabalho no hospital.

O que algumas pessoas não sabem é que a ideia de um ateliê de pintura para os internos do hospital foi proposta à psiquiatra por Almir Mavignier, um pintor e artista gráfico brasileiro que viveu muitos anos na Alemanha. Nise aprovou e confessou que só ainda não o havia feito por falta de um funcionário habilitado para ficar responsável. Juntamente, eles fundam em 1946, dentro do Centro Psiquiátrico do Engenho de Dentro a “Seção de Terapêutica Ocupacional”. Foram os trabalhos dessa seção com os pacientes ditos “loucos” que deram início ao Museu.

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Almir passou a se comunicar com enfermeiros e atendentes do hospital sobre aqueles pacientes que tinham interesse em pintar. Dessa forma, descobriu vários artistas nos seis anos que trabalhou no hospital.

Os “frutos” produzidos por este departamento favoreceram abundantemente o tratamento psiquiátrico e ainda despertaram interesse científico, alcançando posicionamento singular. A sensibilidade artística de Almir se complementava a sensibilidade terapêutica de Nise.

O ateliê era uma oficina coletiva, onde os pacientes passavam a maior parte de seu tempo.  Ao observarmos as obras produzidas pelos internos notamos não apenas as disparidades que cada um carregava em sua personalidade, mas também seu imenso potencial e talento. Pelo que podemos observar nas biografias, esses artistas eram em sua maioria portadores de uma história infeliz e muitas vezes conturbada. Eram, no entanto, pessoas comuns, internadas, solitárias, mal compreendidas, cheias de talento e vontade de se expressar – qualidades que podem ser observadas através das obras expostas no Museu.

Como destaque citamos as obras de Rafhael Domingues, internado aos 19 anos no hospital da Praia Vermelha, em 1946. Era um rapaz tímido, sensível e retraído. No ateliê a forma gentil como era tratado o fez desenvolver uma força criadora, e participou de exposições no Brasil e exterior. Outra paciente foi Adelina Gomes, aos 18 anos, apaixonada por um homem que não foi aceito por sua família, se tornou retraída. Internada aos 21 anos, começou a frequentar a oficina nove anos após a internação e começou a se expressar com barro. Através de suas obras podemos observar as mudanças que ocorreram em sua vida. Também podem ser vistas as obras de Isaac Liberato, filho de um rico negociante, internado aos 24 anos. Outro paciente que chamou a atenção foi Fernando Diniz, que teve sua primeira internação em 1944, aos 26 anos sob a alegação de estar nadando despido na Praia de Copacabana. Cinco anos depois passou a frequentar o atelier e produziu mais de 30 mil obras. No museu observamos ainda as obras de Emygdio de Barros, paciente que demonstrou desde a sua triste e tímida infância uma grande habilidade manual que surpreendia a todos. Para Almir, seu trabalho se assemelhava muito ao impressionismo, possivelmente influenciado por sua estadia de 2 anos na França, para onde ele foi enviado enquanto trabalhava no arsenal da marinha. Suas obras, desmentindo os preconceitos dominantes na psiquiatria, foram desde logo aceitas no mundo da arte.

blog 2 - jose goulart             blog5 - isaac liberato

Ao visitar o Museu, é impossível não se encantar com as obras que se originaram nos ateliês de modelagem e pintura. Obras e histórias que tocam ao expectador sensível ao ser humano na sua realidade crua. Nise da Silveira deixou suas palavras registradas sobre o seu sentimento e função do atelier:

 “Um dos caminhos menos difíceis que encontrei para o acesso ao mundo interno do esquizofrênico foi dar-lhe oportunidade de desenhar, pintar ou modelar com toda a liberdade. Nas imagens assim configuradas temos autorretratos da situação psiquiátrica, imagens muitas vezes fragmentadas, extravagantes, mas que ficam aprisionadas no papel, na tela ou no barro. Podemos sempre voltar a estuda-las. Foi estudando-os e as imagens que configuravam, que aprendi a respeita-los como pessoas, e desaprendi muito do que havia aprendido na psiquiatria tradicional. Minha escola foram esses ateliês.” 

 Assim surgiu a ideia de reunir as obras feitas pelos internos em um museu, favorecendo  estudos a partir das imagens, condicionando um acompanhamento do paciente observando suas evoluções. Foi então inaugurado o Museu de Imagens do Inconsciente – um pequeno ambiente repleto de histórias, dores, alegrias e muito talento criativo. Com o tempo o museu foi tomando proporções ainda maiores, deixando de ser apenas um local fixo no RJ para se tornar reconhecido no Brasil e no exterior.

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(Áquila Oliveira, Renata Oliveira e Vanessa Antunes – Estudantes de T.O.)